sábado, 17 de novembro de 2012

Breve História da Música Sacra (Parte 3)


Passaram-se os anos e a música foi se solidificando dentro da liturgia cristã, com a instituição do prelúdio, do interlúdio, do poslúdio e dos cantos firmus,  surgindo alguns nomes:

·   Século XVI - Lutero, o mais conhecido reformador protestante, foi um grande colaborador para a música sacra. Ao som do seu alaúde compôs cânticos e transformou algumas melodias populares em hinos, chegando a dizer: “Não pretendo deixar para o Diabo as melhores melodias!”. Vindo da cultura do canto Gregoriano (cantado pelos monges), introduziu a harmonia coral nos grupos vocais das Igrejas Reformadas, dando início aos coros mistos.

· Séculos XVII e XVIII – nessa época entram em cena os primeiros grandes compositores eruditos cristãos. Os nomes mais conhecidos são Georg Friedrich Händel e Johann Sebastian Bach - gênios da música, cada um em sua especialidade. Händel, com os melismas polifônicos em suas melodias, e Bach, com a genialidade da fuga e do contraponto, até hoje praticado por todos os estudantes da música.

Händel contribuiu com inúmeros oratórios, cantatas, solos e músicas instrumentais. Um dos oratórios mais conhecidos dele foi o Messias, que dura aproximadamente 2h25min. O trecho mais famoso dessa obra é, sem dúvida, a música Aleluia – cerca de 4 min.
Bach, além de ter sido, institucionalmente, o primeiro ministro de música da história da música sacra, também foi quem mais produziu. Oficialmente, Bach escreveu 1080 músicas, dentre Missas, Paixões, Cantatas, Concertos, obras para instrumentos solistas, peças para órgão... Uma de suas composições mais conhecidas é Jesus é a alegria dos homens. Apesar de Bach compor uma cantata por semana para apresentá-la nos cultos - tendo composto mais de 350 do gênero -, muitas de suas obras se perderam com o tempo, e o devido reconhecimento veio quase 200 anos após sua morte, através do pianista Felix Mendelsson.
Na próxima semana, essa séries de textos ou mini passeios pela história da música sacra, serão encerrados com a música contemporânea.

M.M. Marcos Gondim (Guga)

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